Até onde decompor?

Sabemos que uma boa WBS (EAP) é um elemento chave para o sucesso do projeto. Através dela, conseguimos controlar todos os itens da tripla restrição (tempo, escopo e custo). Mas até onde devemos decompor?

O objetivo da WBS é decompor os pacotes de trabalho até o nível mais facilmente gerenciável, mas qual é esse nível? Existem algumas regras, alguns autores falam em pacotes que variem em um mínimo de 8 horas e um máximo de 40 horas, outros que defendem a regra de 80 horas e etc. No entanto, na prática, isto depende do porte do projeto e da periodicidade com a qual seu controle será feito.

Cada pacote de trabalho deve possuir uma duração, um responsável, um custo, e uma métrica para medição de qualidade. Por isso, para mim, esta é a melhor forma de limitar a WBS. Façamos, sempre que abrirmos um pacote de trabalho, essas perguntas: Tem um responsável? Tem uma duração (ou posso prevê-la) estimada? Posso calcular o custo disso? Tenho métricas para medir e aceitar? Caso todas as perguntas tenham resposta continuo a decompor, caso contrário, retorno ao nível imediatamente anterior.

Além destas perguntas, verifico também a periodicidade com a qual o controle do projeto é feita, se vou controlar minhas baselines (tempo, custo e escopo) mensalmente, qual o sentido de decompor os pacotes até o nível de horas? Por isso, ressalto, que a WBS não possui tamanho pré-fixado, e sim depende do porte do projeto.

Lembrando sempre, o custo de gerenciar um pacote não pode ser maior que o custo do pacote! Afinal a WBS serve para facilitar o gerenciamento e não para burocratizá-lo!

Em breve, você contará com várias novidades

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